segunda-feira, 16 de novembro de 2009
malagueño
Natural com Bacon.
(uma Atlântida em Plutão... uma nova em Platão).
terça-feira, 3 de novembro de 2009
jacarés e almanaques.
compartilho cá um editorialzim de fim, pra começo de história.
com_um beiju.
Querida Lunduz de outubro,
Estabeleço essa comunicação para que se saiba um pouco a escala tonal que esse mês foi conseguindo, desde as ciganas velhas que apareceram e as velhas ciganas que teimam em se eremitar, às dicas 'acadêmicas' do professor Michelotto, que têm sido de suma importância para que as veias abasteçam as canetas imateriais da prosa poética, (nos 5 minutos de escrita de cada dia, que venho tentando feliz). AgradeCida, ainda, ao contato herança afeto que me permitiu mais proximidade com o entendimento holístico dos almanaques, ampliando minha maneira almanáquica de entender o mundo, e a abertura de me entender mais dentro dele, sendo uma mãe menos carente e mais amorosa, pois que há A poesia em todos os lugares, e toda ela é o espelho sincrônico, (é uma guinéz). Já, quanto aos contornos e às posturas celibáticas, pinto as manhãs celestes no emaranhado do trãnsito e em terras estreladas do Centro-Oeste brasileiro. Por fim.. durmo pensando ainda, que até mesmo quando penso nos jacarés filhos de aves - aqueles que comem as mães na adolescência, os jacaré edipianos, imperfeitos, sorumbáticos - penso em como é sempre bom o encontro, e que nunca é 'des' .
10.10.2009
Guiné da Selva.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
-nunca tinha visto uma mosca tão estranha...tou olhando ela muito de perto. consigo ver as linhas das asas... aiai. pensei em tirar ela com as mãos de concha e jogar pela janela. muito labor. quando eu desligar o computador acho que ela relaxa.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
à jornada de estudos sobre etnicidade
Licenciatura em Ciências Sociais.
Universidade Federal de Pernambuco.
“Entre palmeiras e urnas funerárias”:
Pensando a poética da Coleção Etnográfica Carlos Estevão de Oliveira.
Resumo:
No âmbito das coleções etnográficas, partindo de minha experiência de imersão no Projeto de: memória, documentação, e pesquisa com a Coleção Carlos Estevão de Oliveira, trazer reflexões amplas a respeito dos contextos históricos que acabaram deixando essas coleções na invisibilidade à importancia da existência dessas coleções nos dias de hoje. Pensando na quantidade de coisas que essas coleções nos têm a dizer, e que temos a significar nelas, entendendo - na amplitude semântica, na dimensão ‘almanáquica’, no potencial transdisciplinar que há nesses conjuntos diversos - a fortuna deles enquanto campo de pesquisa. Pensar ainda - prismando dos afetos - 'raízes' e significados dos processos e das escolhas que ao longo do tempo têm sido fundamentais para compor os caminhos e os contextos atuais desses objetos etnográficos, entre processos de patrimonialização e estorvo.
ALmanach

Lê-se a voz do princípio da ciência
Mãe - a terra - que é chão por excelência
Amorosa, transmite o B- A, BÁ
Norteando nas artes do plantar
Ampliando a semente e o seu gozo
Quando vem em um vento tempestuoso
Umedece estremece cada grão
Escurece e clareia a imensidão
Sorte alada da Poupa, e o seu pouso.
Soluções das clarezas intuitivas
Ordenadas na força do que vem,
Burilantes das buscas criativas
Resvalando os cenários das cativas
Estruturas mentais dos rios de além.
Almanaques fluindo dos umbrais
Luminosos os grãos da ampulheta
Mares certos, e sons de escaletas
Arenosos, desertos, e gerais
Navegantes divinos imortais
Arabescos sertões de outros egitos
Quão os berros vibrantes dos cabritos
Universos dedilham finas cordas
Então cá explicamos pelas bordas
Sábias cores dos quadros infinitos.
Luas e sóis perpétuos para vocês!
Anaíra Mahin
Outubro de 2009, Recife.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
por falta do que dizer
nunca diferente
um desses dias, ele escovou os dentes
e saiu de casa igual
no entanto, sofreu um acidente...
ficou bem mal,
meio demente.
aquela, a quem ele xingava todo dia
limpava seu cocô
não achava ruim mexer com merda
ele viveu ainda um pouco,
e morreu bem limpinho.
outubro, 2009
da conservação

eu tava falando de que mesmo?
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
em meia taça!
autores coadjuvantes:
manuel de barros escrevendo de barba
mário de andrade sorrindo de óculos
paulo micheloto arengando adesso
thiago de mello paraense amoroso
pedro almodovar colorindo o lábio
roger bastide abraçando um toco
paulo freire aprendendo o barro
levi strauss virando semente
lourival holanda no silêncio
agostinho neto sendo avô
eliza lucinda lunando...
ud-din rumando*
miró se espremendo
marx manuscritando
mauss sendo dadivoso
frança em cima da mesa
minha mãe me amamentando.
Museo do esztado de pernambuco,
set ou outubro de 2009.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
eucientistizando
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
irmão lobo, tu és meu irmão
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
alemanha nativa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A neta do torturador.

água dura e pedra mole
tanto bate até que bole
pedra mole e água dura
tanto bate até que fura
água mole e água dura
tanto pedra, quanto é pura
pura?
fura fura
dura dura
dura.
-mole?
Mamãe me xingava de "neta de torturador" quando eu era criança. Ainda hoje ela me chama assim as vezes...
Só que hoje em dia eu até acho bonito.
O pai de mamãe era político no sertão pernambucano, morreu em 1966,
tinha uma usina de beneficiamento de algodão
e dizem que um abacaxi extrangulou sua úlcera.
O avó torturador a que mainha se refere era o pai de painho...
minha vó, a viúva, conta que o marido nunca bateu num preso,
e que ganhou uma homenagem quando completou 1001 escoltas,
na mesma época que João do Pulo tinha completado 1001 pulos.
Meu pai, aos desoito anos, depois de assistir Fratello sole e sorella luna de Franco Zeffirelli, resolveu ser São Francisco...
encontrou tempos depois o apelido do pai dele na lista do movimento "tortura nunca mais":
- Gavião.
Hoje meu pai é psicólogo,
e se perdoa por nunca ter tido relação boa com o pai...
Mamãe até hoje chora quando começa a falar na ditadura militar,
apesar de o exílio político a ter possibilitado somar 32 países nas andanças.
Hoje, ainda não sou "mãe", nem "psicóloga", nem "torturadora"...
no entanto, esses espelhos próximos foram janelinhas, como aquelas da ida dos dentes de leite, abrindo em sorrizinho tímido, para um entendimento mais amoroso dos sentimentos e processos sociais no meu país.
*
Araraíra Mahin
Recife, 9/9/2009.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
laranja da china

Essa é uma canção de protesto, nasceu em parceria com minha maninha Maria Clara e depois meu amigo Germano me ajudou a arrematar.
AULA DE CIÊNCIAS.
(Anaíra, Maria Clara, e Germano)
Estou descascando uma laranja
Em formato de espiral
Olha que legal
Olha que bonito
Casca de laranja em forma de espiral.
O lápis pelicano colore a gema do ovo
E eu pergunto a você
Qual é a cor desse lápis?
E a Turma respondeu
Ele é alaranjado
O lápis faz o sol
Faz a sombra e a lua clara
E a casca do ovo é cor da areia do Saara.
À noite no deserto... u,u uuuuuuu...
Um camelo e um dromedário
Três corcovas de uma vez
E ainda um cavalo
que era pedra do xadrez
Pão de açúcar, corcovado
E uma galinha na rua
Avante, companheiros...
Essa luta continua!
Estou descascando uma laranja
Em formato de espiral
Olha que legal
Olha que bonito
Casca de laranja em forma de espiral.
(São Paulo... Recife, 2008 ?)
O capim que salva!
A cantiga abaixo é uma parceria com o amigo-amigo Germano Rabelo, ele trouxe a primeira quadra e eu fui me empolgando... pode ser que inda mude algo de lugar. 
