-Achei de comer um sapo de gelatina. Era um sapo cítrico. Coloração verde verdade e aroma artificial. Textura de pele. Entre mucosa e cartilagem. Nem uma coisa nem outra. Anfíbio obliquo da ilusão. Engoli. Na fila do cinema mudo.
-Absurdo. Tava bom?
-Bom como o desprezo. Como boca costurada com um nome dentro. Entre o desejo e o paladar.
( 9. 11. 12 - shopping plaza, em torpedos de cientista com Hugo Coutinho)
sábado, 10 de novembro de 2012
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